Levantamo-nos devagarinho, à hora que há vontade (felizmente não trabalhamos neste dia. Por enquanto.). Os miúdos já demonstram uma certa ansiedade. A manhã passa tranquilamente, embrulho as últimas prendas, porque gosto de ser eu a embrulhar os presentes de Natal, ao som de músicas de Natal (sou coleccionadora de CD's com músicas de Natal...). O pai, para os distrair, vai dar uma volta com eles.
Almoça-se cedo para podermos disfrutar tranquilamente o dia. Logo depois do almoço, a tarde é passada com a minha sogra, com os mimos todos que os netos têm para lhe dar e com toda a companhia que lhe podemos proporcionar.
Por volta das 6 e meia (mais minuto, menos minuto) seguimos para casa da minha prima, onde juntamente com 13 pessoas (entre mãe e irmã , primos de 1.º, 2.º e 3.º grau, padrinhos este ano somos 18 - já fomos 20 e muitos mas também já fomos 12), para dar-mos início à Consoada. Uma Consoada muito especial, muito à maneira da nossa família. Felizmente uma mesa recheada, com contributos de toda a gente, o bacalhau cozido com batatas, ovos e couves, o azeite e o vinho (que eu e os miúdos não bebemos...), os doces típicos de Natal (alguns, outros nem tanto...), muita conversa, muita algazarra, muito convívio.
As crianças pequenas (neste momento são 4) começam a andar à nossa volta, estilo "are we there yet?", mas mudando para "quando é que chega o Pai Natal?". E para não os massacrar muito (no meu tempo tínhamos mesmo que esperar até à meia-noite), por volta das 11 horas começam a distribuir-se as prendas. Desde o ano passado e por causa do... (nem vou dizer o nome para não estragar já este post), ficou decidido que só as crianças (bem, os miúdos mais velhos também, porque apesar de terem 18 e 19 anos serão sempre, enquanto solteiros, as nossas crianças) recebem prendas.
Continua a algazarra, continua a conversa, até que finalmente o sono começa a apoderar-se dos mais pequeninos e é tempo de regressar a casa.
Dia 25 de Dezembro
Mais uma vez, levantamo-nos à hora que nos apetece. Os miúdos aproveitam para brincar com os brinquedos que receberam. O almoço é tardio, em casa da minha madrinha, com mais ou menos as mesmas pessoas do dia anterior (o meu miúdo mais velho não está, porque vai para casa do pai, e alguns dos primos almoçam com "o outro lado" da família deles). Mais um almoço cheio de vida, mais um almoço cheio de algazarra, mais um almoço de mesa cheia (volto a dizer, FELIZMENTE).
Depois, rumamos para ao pé da minha sogra onde passamos o resto da tarde, com mais mimos, com mais companhia.
A noite chega, voltamos a casa, cansados mas completos, cheios de vontade de que seja Natal outra vez.
![]() |
icanread |
(nota:
Adorava o Natal, a família toda junta, os preparativos, o cozinhar, criar o ambiente perfeito, a amor a pairar no ar... este ano o meu Natal seguramente vai ser bem diferente de todos os anteriores, com as 2 ausências a fazerem-se sentir... mas life still goes on! Tenho que fazer para que seja bom na mesma...
ResponderEliminarLuísa, já passei isso e sei o quão difícil é o primeiro Natal... mas devo dizer-te que é uma questão de tempo. O tempo cura (quase) tudo. E o Natal voltará a ter um significado feliz, vais ver.
EliminarUm beijo cheio de força.
Infelizmente a minha família é muito pequena e o movimento é bem menor do que o que relatas. Gostava muito de ter uma família grande, muito mesmo.
ResponderEliminarÀs vezes uma família grande não significa necessariamente união. Tenho sorte de quando é preciso ter sempre alguém deste 'maralhal' de gente disposto a ajudar, mas não é assim com todas as famílias grandes... E olha, o meu marido, por exemplo, tem uma família pequenina e ele conta que o Natal deles também era muito bom...
EliminarAcho que o importante é que o Natal seja passado com aqueles que gostamos, sejam muitos ou sejam poucos, em harmonia. Mesmo que seja uma harmonia confusa, como aquela que se vive lá em casa da minha prima :D